Em primeiro lugar, você deve estar divinamente inspirado. Para tanto, deve antes de mais nada ter uma vida de comunhão com Deus, ter o hábito indispensável da oração e leitura ávida da Bíblia Sagrada, podemos chamar isso de vocação.
Um sermão só será um sermão depois da prédica, isto é depois da pregação ou exposição pública da mensagem divinamente inspirada.
Basicamente um sermão contém uma estrutura de começo, meio e fim. como em qualquer redação, historia ou até mesmo um livro como a própria Bíblia Sagrada contém essa estrutura em sua mensagem. Essa estrutura chamamos de esboço,o esboço surge na mente do pregador com base na mensagem que sua alma detectou no Senhor.
O tipo de esboço dependerá do mensageiro!
O esboço Mental.
Existem ministros principalmente no meio pentecostal tradicional e neopentecostal que despresam o esboço escrito por julgarem menos espiritual do que o esboço mental, improvisando asim durante a pregação. Do meu ponto de vista o improviso serve de ultima hora quando, alguma urgência acontece.
Prós: Dessa maneira o ministro tem mais contato visual com a igreja e pode mudar a qualquer momento mudar todo o conteúdo da mensagem.
Contras: A mensagem pode perder a centralidade do texto Bíblico e fugir totalmente do mesmo, as ideias podem ficar confusas. Quem se últiliza desse estilo pode muitas vezes procrastinar o estudo da Bíblia e a procura em Cristo por uma nova mensagem, tornado-se assim repetitivo em suas abordagens.
Improvisar é um estilo muito arriscado para iniciantes. Se queremos ver resultados mais profundos em nossas pregações então façamos o dever de casa, a parte que cabe a nós e deixar para Deus, a parte que cabe a Ele.
O esboço Escrito.
Por sua vez o esboço escrito ao meu ver, se subdivide em dois estilos distintos; O totalmente escrito e o parcialmente escrito, podendo ser reduzido a simples anotações.
Muito usado no meio protestante tradicional podendo ser regeitado, dependendo do público presente, por se tratar simplesmente de uma pregação antecipadamente escolhida, exige o máximo de naturalidade possível.
Prós: Esse estilo conduz o pregador ao desenvolvimento de suas habilidades literárias, ao domínio do que será dito proporcionando-lhe segurança ao expor a mensagem, dá centralidade ao tema ou ao texto escolhido previamente pelo mensageiro.
Contras: Se o pregador não se esforçar pode parecer algo mecânico e engessado, podendo perder em alguns momentos o contato visual com a igreja.
Seja qual for o seu estilo, um sermão só será um sermão depois de pregado a qualidade dos seus sermões dependerá única e exclusivamente dos seus esforços para atingirem o objetivo traçado ou seja pregue, pregue, pregue tenha algo em mente; a sua vida será sempre o seu maior e melhor sermão.



